O acompanhamento da mídia: jornais
Relatório da cobertura entre os dias 14/10 e 20/10.
Relatório sobre reportagens dos jornais Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, O Globo, Correio Braziliense e Jornal do Brasil em relação aos candidatos Lula e Alckmin. Também foram observadas as reportagens referentes ao presidente Lula.
O número de reportagens dedicadas aos dois candidatos tem sido equilibrado? Quem tem tido mais matérias positivas, negativas e neutras?
O acompanhamento sistemático da cobertura eleitoral das candidaturas de Lula, Geraldo Alckmin, Heloísa Helena e Cristovam Buarque, nos cinco jornais, foi realizado desde 6 de julho deste ano até o encerramento do primeiro turno das eleições presidenciais e possibilita avaliação semanal dos seguintes dados:
- Quantas matérias foram dedicadas nesses jornais - em conjunto e isoladamente – às quatro candidaturas e a cada uma delas;
- Quantas foram positivas, negativas ou neutras para cada candidato;
- Como esses dados têm evoluído semana a semana.
Os relatórios referentes ao primeiro turno estão disponíveis no site.
Observação metodológica: diferente do primeiro turno, quando as reportagens tratavam cada uma das candidaturas separadamente, neste segundo turno a maioria das matérias referentes às candidaturas abordam-nas conjuntamente, normalmente contrapondo uma a outra. Aqui são quantificadas as “abordagens” – parágrafos, boxes, etc – dedicadas a cada candidato, independentemente do número de matérias.
Para ver essas análises em forma de gráficos, clique aqui.
Os cinco jornais:
Entre os dias 14/10 e 20/10 os cinco jornais dedicaram 460 abordagens à cobertura dos dois candidatos e ao presidente Lula. O candidato Lula teve 258 (56,09%) e Alckmin, 181 (39,35%). O presidente Lula teve 21 (4,57%) abordagens.
Sobre a totalidade de abordagens de cada candidato, Lula teve 34,50% de positivas, 23,25% de neutras e 42,25% de negativas.
Sobre o total de abordagens dedicadas a sua candidatura, Alckmin teve 34,81% de positivas, 22,10% de neutras e 43,09% de negativas.
O presidente Lula teve 23,81% de abordagens positivas, 9,52% de neutras e 66,67% de negativas.
Todos os jornais |
Negativo % |
Neutro% |
Positivo% |
Alckmin |
43,09 |
22,10 |
34,81 |
Lula |
42,25 |
23,25 |
34,50 |
Lula Presidente |
66,67 |
9,52 |
23,81 |
Por jornal, a situação foi a seguinte:
Folha
A Folha dedicou 78 abordagens à cobertura dos dois candidatos. Lula teve maior número de abordagens 39 (50%), seguido de Alckmin 35 (44,9%). O presidente Lula teve 4 (5,1%) abordagens.
Do total de abordagens para cada candidato, Lula teve 35,9% de positivas, 30,8% de neutras e 33,3% de abordagens negativas.
Sobre o total de abordagens a sua candidatura, Alckmin teve 60% de positivas, 14,3% de neutras e 25,7% de negativas.
O presidente Lula teve 25% de abordagens neutras e 75% de negativas.
Estado
O Estado dedicou 72 abordagens à cobertura dos dois candidatos. Lula teve maior número: 43 (59,7%), seguido de Alckmin 22 (30,6%). O presidente Lula teve 7 (9,7%) abordagens.
Das abordagens dedicadas a cada candidato, Lula teve 34,9% de positivas, 11,6% de neutras e 53,5% de negativas.
Da totalidade de abordagens para cada candidato, Alckmin teve 36,4% de positivas, 13,6% de neutras e 50% de negativas.
O presidente Lula teve 28,6% de abordagem positiva, 14,3% de abordagem neutra e 57,1% de abordagem negativa.
Globo
O Globo dedicou 89 abordagens à cobertura dos dois candidatos. Lula teve maior número: 49 (55,1%), seguido de Alckmin com 35 (39,3%). O presidente Lula teve 5 (5,6%) abordagens.
Do total de abordagens para cada candidato, Lula teve 30,6% de positivas, 20,4% de neutras e 49% de negativas.
Sobre o total de abordagens dedicadas a sua candidatura, Alckmin teve 31,4% de positivas, 28,6% de neutras e 40% de negativas.
O presidente Lula teve 60% de abordagem positiva e 40% de abordagem negativa.
JB
O JB dedicou 84 abordagens à cobertura dos dois candidatos. Lula teve maior número: 47 (55,9%), seguido de Alckmin com 35 (41,7%). O presidente Lula teve 2 (2,4%) abordagens.
Sobre a quantidade de abordagens de cada candidato, Lula teve 51,1% de positivas, 14,9% de neutras e 34% de negativas.
Sobre o total de abordagens dedicadas a sua candidatura, Alckmin teve 20% de positivas, 14,3% de neutras e 65,7% de negativas.
O presidente Lula teve 100% de abordagem negativa.
Correio Braziliense
O Correio dedicou 137 abordagens à cobertura dos dois candidatos. Lula teve maior número: 80 (58,4%); seguido de Alckmin com 54 (39,4%). O presidente Lula teve 3 (2,2%) abordagens.
Das abordagens dedicadas a cada candidato, Lula teve 26,3% de positivas, 32,5% de neutras e 41,2% de negativas.
Sobre o total de abordagens dedicadas a sua candidatura, Alckmin teve 29,6% de positivas, 31,5% de neutras e 38,9% de negativas.
O presidente Lula teve 100% de abordagem negativa.
Comentários
No conjunto dos cinco jornais, durante os dias 14 e 20 de outubro, ocorreu o seguinte:
A exemplo do que vem ocorrendo desde o dia 6 de julho, o número de reportagens dedicadas ao candidato Lula, 258 (56,08%) continua sendo maior do que o candidato Alckmin, 181 (39,35%).
Em relação semana anterior, entre os dias 07/10 e 13/10, houve diminuição do número de abordagens, de 533 para 460.
Lula continuou a ter maior percentual de reportagens negativas, 42,25%, do que positivas 34,5%. Mas, em relação à semana anterior, quando o petista teve 46,87% de abordagens negativas e 26,62% de abordagens positivas, houve queda no percentual de abordagens negativas e aumento das abordagens positivas.
Ao contrário do que ocorre com a candidatura de Geraldo Alckmin, a candidatura petista, com exceção do esclarecimento da origem do dinheiro que compraria o dossiê, não tem tido outros percalços, o que dificulta entender o porque de ainda continuar com percentual de abordagens negativas superior ao de positivas.
A candidatura de Geraldo Alckmin manteve tendência da semana anterior e teve maior percentual de abordagens negativas, 43,09%, do que de positivas, 34,81%. O percentual de abordagens positivas do candidato tucano aumentou em 7,7% em relação à semana anterior. O percentual de abordagens negativas aumentou 0,7%, também em relação ao período compreendido entre os dias 07/10 e 13/10.
O percentual de reportagens negativas superior ao de positivas se deve à repercussão das pesquisas de intenção de voto divulgadas (Ibope, Datafolha e Vox Populi), às críticas de setores do PSDB sobre a condução da sua candidatura e a dificuldade do candidato de gerar um fato novo que pudesse reverter a expectativa de vitória e reeleição do presidente Lula.
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